quinta-feira, dezembro 08, 2005

ONTEM,HOJE E AMANHÃ?!

A questão é saber se o hoje como ontem vai descambar no amanhã igual ao de ontem. Os ontens são todos passados e os amanhãs, todos, terão direito à esperança, ainda que, por certo, alguns vão acabar mal. Passei alguns dissabores quando defendi, e defendo, que Portugal teve no
Século XX, não posso escrever século passado senão fico a sentir-me cheio de bolor, dois homens providenciais: Salazar e Soares!
Era uma ilação minha. Não pertencia a nenhuma campanha eleitoralista, não tinha que ver com preconceitos políticos. Em períodos próximos e muitos delicados do país Salazar e Soares tinham sido determinantes a enfrentar as crises sociais que se viveram. Em comum só tinham aparentemente uma coisa: a minha profunda animosidade. Nunca gostei, nem admirei o primeiro e sempre detestei o segundo. Qualquer deles sobrou de sublevações militares e ambos, por sua vez, as domesticaram
Aprendi da lição da história algumas coisas: os militares não são gente de confiar e os magistrados, ainda menos.
Não vos vou prevenir. Quando chegar a hora vocês vão ter de enfrentar as coisas como nós enfrentamos, com mais ou menos reflexos. Aparentemente, hoje é mais complexo. E nem tanto por Soares ser mais idoso ou Jerónimo ser quase infantil, mas porque a Europa unida faz alguma confusão.
No mais está tudo na mesma. Não é de hoje os problemas de emprego. Tivemos um prémio Nobel arredado do posto de trabalho, um intectual ilustre emigrado nos Estados Unidos. E não foram só os salazarianos, outros ilustres descobriram antes as Américas ou deram voltas ao globo. E nem todos os que sairam comunas regressaram na mesma. Quando referi sobre um despedido recente a sua veia despedidora anterior era só a memória a dar voltas a teias de aranha. Um sobrinho não é um tio, faz fretes, além de outras coisas. Aceito que um despedidor
seja vilipendiado, mesmo que o despedido não seja modelo de virtudes, aceito tudo, mas sou de tempo dos filmes em que os maus acabavam sempre lixados, ainda que os lixadores fossem uns filhos da mãe.
Mas não me custa reconhecer que bem podia ter ficado calado. Sou eu que vou ter de pagar os copos, um dia destes, se o Fernando não for de gostos dispendiosos...

2 comentários:

Fernando Alves disse...

Sou um dispendioso comedido. Mas isto fez uma puta de uma sede que nem te digo. Mal passe a quadra, enquadraremos mesa e abdómen,é claro. Só em abraços, há-de ser uma estragação.

mankakas disse...

Mankakas tá vire aki lhis dêzejare Feliz Dia da Familha em époka Natalícia.
Kandandu ontem, hoje e amanhã fôrévar
Bazei.