segunda-feira, julho 10, 2006

CPLP da bola

Quando o Mundial estava a dar as últimas ( a expresão é muito adequada, dada a astenia do futebol praticado), lembro-me de ter lido, já não sei onde, nem a que propósito, que o sr. Blair, talvez tomado pela nostalgia do império, dera o seu "apoio" à ideia de uma "selecção britânica". Num mundo marcado pelo mercado, uma selecção "britânica" seria uma espécie de opa da anglofilia para fazer render o peixe á margem da Fifa, presumo. Confesso que não aprofundei o sentido da declaração de Blair, nem cuidei de saber de onde vinha e que alcance e propósito tinha a proposta de uma selecção que traduzisse para os relvados a noção estratégica de potência regional. Mas logo me ocorreu que (nós, os brasileiros tão tristonhos depois do fracasso na Alemanha, os promissores angolanos, os patrícios de Eusébio e os de Xanana, que prefiro lembrar como guarda-redes da Académica do que como ponta de lança timorense da Austrália; enfim, dispenso a rapaziada observadora da Guiné Equatorial) podiamos surpreender o mundo com a selecção da CPLP. Vendo bem talvez fosse a única plataforma de eficácia capaz de vingar em torno da sigla, e Laurentino Dias e António Braga tinham com que se ocupar. A operacionalidade logistica está garantida: em caso de eventual final de competição em Bissau, Nino telefonaria ao amigo Kadafi a pedir limusinas para o transporte dos vips. Em Dili, Camberra desenrascaria. E talvez o Blatter passasse a olhar para nós com outro respeito. E até mesmo o Bush que, como já se percebeu, não é bom da bola.

6 comentários:

zecadanau disse...

Deixo-te o meu abração juntamente com a minha nova casa:
www.zecadanau.wordpress.com

Zeca da Nau

Fernando Alves disse...

Yeaahh, meu. Na boa

JN disse...

Seríamos campeões... pela certa!

Fernando Alves disse...

Honra subidissima,esta. Este jn aqui arriba tem o mais belo e comovente blog sobre África em língua portuguesa. Por vezes, muitas vezes, provoca um nó no peito, ora uma alegria desmedida, ora uma dor impotente, ora um espanto de a pele ficar arrepiada. Não se trata já do que ele, Jorge Neto, sabe de África ( e sabe, e muito). Trata-se do quanto ele sente África na pele e no coração. Fico contente de ter aí as tuas iniciais, muitas vezes me tem apetecido pôr as minhas lá onde o Africanidades ainda não tem parapeito instalado. Abraço, amigo

Pedro Ferreira, Visconde de Cunhaú disse...

Ora belo blog que encontro por aqui!
Parabéns!

Cristina disse...

Fernando, é uma aposta segura. e para vencer, sem espinhas! ;)

beijinho.