domingo, julho 30, 2006

Bakobo!

Quando hoje votou, na mesa 1019/L, no Instituto La Gombe, perto da residência oficial, em Kinshasa, Joseph Kabila não se conteve no contentamento desmedido. E disse: "Hoje é o dia mais feliz da minha vida". E "disse:"Sou o homem mais feliz do mundo". E os jornalistas anotaram, entretanto, outras frases escorrendo alegria esfusiante. Em redor, os apoiantes batiam palmas e gritavam "bakobo!, bakobo!", que é um sinal de aplauso e agradecimento.
Nos últimos dias, tudo parece correr bem, demasiado bem, no país onde, há anos, tudo corria demasiado mal. Kabila tem, aos 36 anos, a atenção do mundo sobre os seus ombros, não apenas por ser o favorito nas eleições mas porque a via democrática parece vingar na, até agora, apenas designada República Democrática do Congo trazendo consigo a paz, ainda que precária.
Kabila é tido como um político frio, e há muitas zonas de sombra na sua ainda curta biografia.
Mas esta euforia é saudável e merece ser saudada. É que Kabila, o Presidente da República Democrática do Congo, manifesta tamanha exuberância devido ao facto de ter votado pela primeira vez.
Possa esta euforia ser contagiante, numa África onde a via democrática tem o sinal fechado ou faz o seu curso de modo titubeante. Quantos presidentes africanos imaginamos à boca das urnas dizendo, com tamanha euforia ... "sou o homem mais feliz do mundo"?

1 comentário:

Pedro Ferreira, Visconde de Cunhaú disse...

Esperemos que não seja mais uma paz adiada!