quarta-feira, junho 21, 2006

A primeira vez

Angola deixa uma marca, na passagem pelos estádios alemães. Os estreantes, os ingénuos, os frágeis "palancas" só perderam com Portugal, nunca sofreram mais do que um golo e, esta tarde, não estiveram muito longe do "milagre". Os amantes do futebol viram dançar a garina angolana, sentiram o feitiço do sul. Há muitas imagens para guardar na retina e eu guardo esta: o arco largo do "centro" de Zé Kalanga. É notável a precisão do remate do jogador do Petro que leva a bola ao bico mais afastado da área onde Flávio (que rendera Akwá) cabeceia, de primeira, para as redes. É o inesquecivel minuto 59. E há uma imagem para sempre: Flávio, já sentado sobre os calcanhares, festeja o golo, dando pancadas no peito, com o punho fechado, como se percutisse um tambor. Um momento à altura de uma primeira vez sem retorno. Agora, o Mundial, quero dizer, o mundo, é já ali.

1 comentário:

C.Almeida disse...

Foi pena.Gostava de ver os meus amigos Angolanos nos oitavos.Mereciam pelo seu espírito de humildade e pelo fabuloso guarda-redes que têm.PARABÉNS.