terça-feira, março 07, 2006

Morreu o imenso Farka Toure

Morreu Ali Farka Toure, dois Grammy's no bolso, fez estremecer o mundo numa parceria com Ry Cooder. Mas já tinha feito estremecer a África e os amantes da música de África. Chamavam-lhe, às vezes, o "John Lee Hooker negro". Morreu hoje em Bamako. Soube-se na CNN e nas agências à hora de almoço. As rádios que vestem a camisa de onze varas das play list ficaram em sossego. O Paulo Alves Guerra há-de salvar, pela tarde dentro, a honra do convento.

2 comentários:

LS disse...

Salvou, de facto, e uma vez mais, a honra do Convento.
Aflige ver a rádio (a amada rádio como tão bem diz o Fernando) castrada, vergada aos ditâmes do computador, qual grande irmão, que do alto do seu estatuto virtual atira uma real imposição.
Ei-lo que exibe no ecrã uma listinha que grita: passa esta música e esta e esta outra, mais nenhuma, ouviste bem, leste bem?
Talvez um dia, se possa responder: e se fosses ter meninos, ó cumputador e cambada adjacente?

Um abraço

Luís Sequeira

Fernando Alves disse...

Viva Luis!
De facto, o Paulo ajudou-nos a retomar o caminho de Tumbuctu e a escutar os djinn, os espíritos do rio Niger que concediam ao Farka Touré o dom da criação musical.
Em redor, foi o deserto.

Saudades do Abnegado.
Um abraço forte