domingo, novembro 13, 2005

Um livro

Muito interessante, este "Confronto em África", de Witney W. Schneidman, que fez parte da equipa "africana" da admnistração Clinton e cuja investigação em Portugal mereceu uma bolsa da Fundação Gulbenkian. O livro agarra-nos desde as descrições iniciais do braço de ferro entre Khrushchev e Eisenhower, no controlo do processo pos-colonial em África. Já tenho assunto para grande parte do serão. Levo lidas menos de 30 páginas, mas confirmada uma ideia: se não fossem os Açores ( "a mais imporante base dos Estados Unidos no mundo"), estariamos agora a falar de uma outra noite histórica, em Luanda, mas há 40 anos. Teria sido outra a nossa vida, outras as ressacas, outras as desilusões.
Deviamos ser capazes de cuspir os ses para o lado, como grainhas inúteis. Mas eles estão nas entrelinhas da História, rindo-se na nossa cara. São os fantasmas mais cruéis.

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